HISTÓRIA
PEQUENA HISTÓRIA DO JEEP
Meios de locomoção de soldados durante
a Segunda Guerra mundial, os jipes foram criados justamente para facilitar
travessias em lama, erosões, picadas e outros trechos de acesso mais complicado
e que um carro normal não passaria com a mesma facilidade.
Os jipes antigos, hoje objeto de muitos colecionadores, já agregavam tecnologia
para o todo-terreno. O primeiro foi fabricado para o Exército americano,
em 1941. Em 1942, a fábrica Willys, que fazia os carros para o governo,
lançou a marca Jeep.
O sucesso no exterior vem desde a década de 40. Mas a mania off-road,
no Brasil, pegou mesmo na década de 80. Começaram os primeiros rallies
e, em 1983, foi fundado o Jeep Clube de São Paulo.
Os modelos Willys ainda são bastante utilizados. Mas com a abertura aos
produtos importados, no início da década de 90, o mercado de 4x4 viveu
um boom. O resultado é um desfile de Toyotas, Suzukis, Land Rovers e Mitsubishis
não só pelas estradas, mas pelas ruas do país.
HISTÓRIA DA WILLYS OVERLAND DO BRASIL
Embora tenha obtido sua consagração
definitiva durante a II Grande Guerra, através do mundialmente famoso
Jeep, o nome Willys Overland, já era de distintivo de um dos mais renomados
carros de passageiros no longínquo ano de 1902.
Desde essa data, quando foi produzido
seu primeiro modelo, com motor monocilindro, a Willys (primitivamente
Overland Motor Car Company) manteve-se entre as maiores indústrias automobilísticas
(chegou a ser a maior delas em 1911), tendo fabricado carros que marcaram
época na história do automobilismo, como seu Willys Six 1909, do qual
foram vendidos nada menos de 4 mil exemplares num só ano.
Também existiram outros modelos famosos
da Willys tais como os Willys-Knight e os conhecidos modelos 37, 38 e
77 da década da trinta. Já na década de quarenta houve a criação do Jeepster
que no Brasil teria seu representante, o protótipo Saci (Não entrou em
linha de produção).
A partir de 1939, a atividade da fábrica
foi inteiramente absorvida pela enorme demanda de seu utilitário de campanha,
com tração nas quatro rodas, para fins militares. Cessada a guerra, a
procura do veículo decresceu, mas ainda assim a Willys iniciou o desenvolvimento
do projeto de um carro prático e robusto, de linhas modernas e avançadas.
O protótipo foi apresentado em 1951 e já no ano seguinte era lançado a
série Aero (janeiro de 1952, EUA) com os seguintes modelos Aero-Wing,
Aero Lark, Aero Eagle e Aero-Ace. Em 1953 apareceu o Aero falcon e desapareceu
o Aero Wing, em 1955 os últimos modelos eram chamados de Custon (sedam)
e Bermuda (coupê). No Brasil começaram as atividades por volta de 1954
inicialmente montando Jeep, logo depois passou a importar a Rural e o
Aero.
Em 1954 a Willys anunciava seu primeiro
"Jeep" brasileiro, com tração nas 4 rodas, o Jeep pioneiro testemunhou
a realidade da jovem industria automobilística nacional. Em 1959 veio
outro veículo forte para o trabalho a para levar ao passeio quem com ele
trabalhasse; a Rural 4x4. Enquanto isso, na cidade muita gente queria
um carro realmente econômico, prático e de pequeno custo para que muitos
pudessem ter então a Willys lançou o Renault Dauphine (sob licença da
Renault) em 1959 também. Em 1960 foi a vez do carro maior, com espaço
e conforto para seis pessoas - O Aero-Willys. Em 1961 veio a Pick-up Jeep
4x2 e o esportivo Interlagos e em 1966 o Itamaraty. A Willys fabricava
seus veículos em sua unidade propria em São Bernardo do Campo (atual fábrica
da Ford); em 1966 o Jeep (apelidado no Nordeste de "Chapéu de Couro")
passou a ser fabricado (montado) também em Jaboatão, Pernambuco, onde
estava a primeira fábrica de automóveis do Nordeste, a Willys-Nordeste,
que também fabricou a Rural e Pick-up Jeep. Em 1967 a Willys contava com
7 carros de passeio e utilitarios em 19 versões, ela tinha a maior linha
de produtos brasileira. Um veiculo par cada tarefa, para cada gosto, Cada
um retratando um aspecto do progresso nacional. Mostrando, nas ruas, estradas,
fazendas, construções e nas pistas de autódromos, como o Brasil progredia.
No Brasil também fabricou, sob licença
da Renault, o Gordine e um esportivo batizado de "Interlagos".
Em 1968 houve a união da Willys Overland do Brasil com a Ford Motors do
Brasil que passou a chamar Ford-Willys, passando a fabricar seus veículos,
até o último em 1984 ( A pick-up F-75). No IV Salão do Automóvel em 1964
a Willys apresentou o protótipo "Capeta". Em 1967 a Willys contruiu
um prótotipo esporte - O Willys 1300 - destinado aos amantes de corridas,
mas foram construidas poucas unidades somente para teste pois a Willys
estava em negociações com a Ford, a mecânica do Willys 1300 serviria de
base para o último grande projeto da Willys no Brasil o Corcel ("Projeto
M" da Willys - Mecânica Renault, os primeiros modelos saíram de fábrica
inclusive com o símbolo WILLYS impresso nos vidros), lançado pela Ford-Willys
como FORD CORCEL em 68.
Em 1970 deixa de chamar Ford-Willys
e passando simplesmente a Ford do Brasil. Aos poucos a Ford foi substituindo
os veículos Willys, assim morrendo a marca no Brasil. A Willys também
produzia motores maritímos, grupos geradores de solda, unidades de força,
grupos geradores. As bases destes produtos eram os motores de 6 cilindros
do Aero e o 4 cilindors do Gordini. A unidade que comercializava estes
equipamentos era a "Divisão de Produtos Especiais" localizada
em Taubaté, SP.
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